A Harley-Davidson foi uma das motocicletas mais associadas ao esforço de guerra americano. Os Estados Unidos e muitos de seus aliados usaram essas máquinas como veículos de ligação e de estado-maior. Nas tropas de linha de frente, a Polícia do Exército também as empregava para orientar o tráfego e controlar o movimento de tropas.
O modelo militar mais numeroso foi a WLA. Era uma versão para o Exército da Harley-Davidson 45, de 45 polegadas cúbicas (cerca de 750 cc), com motor V-twin de válvulas laterais. O pedido do Exército por uma moto mais adequada ao uso militar é de 1939. Com a chegada do Jeep em 1941, que assumiu boa parte das funções das motos, o Exército optou pela WLA. A moto tinha mecânica confiável e uma fábrica já pronta para produzi-la em massa. Calcula-se que a Harley tenha produzido cerca de 70 mil motos WLA e WLC (versão canadense) durante o conflito. Muitas foram cedidas a outros países pelo programa Lend-Lease, e na Europa ficaram conhecidas como "Liberators".
Sem a agilidade das motos britânicas, a WLA se firmou pela robustez no serviço de mensageiros e na polícia militar. Em muitas ocasiões, o estafeta motorizado foi a forma mais rápida de levar ordens sigilosas demais para o rádio.
Este é o kit 0322 – U.S. Motorcycles, da Italeri, em plástico na escala 1/35. Integra a série Dia D – Normandia 1944/2014. A caixa traz duas motocicletas e dois pilotos, além de dois jogos de decalques, e o nível de dificuldade indicado é 2. É um kit para montar e pintar. Cola e tintas não acompanham o produto e são vendidas à parte. É uma boa opção para compor dioramas e vinhetas de 1944, ou para acompanhar veículos americanos na mesma escala.